Honoré de Balzac foi um célebre escritor francês. Nasceu na cidade de Tours em 20 de maio de 1799 e morreu em 18 de agosto de 1850. Foi um dos mais importantes escritores do romantismo francês, embora tenha se formado advogado.
Uma de suas principais obras foi A Comédia Humana, série de romances notáveis e contos em que Balzac demonstra as principais características de seu estilo literário: sentimentos, realidade social, descrições minuciosas, cotidiano da vida burguesa, imaginação e valorização das paixões humanas.
Passava aproximadamente 15 horas por dia escrevendo movido a muitas xícaras de café. Casou-se, no ano de sua morte, com uma polonesa, Eveline Hanska, com quem manteve contato por carta por, aproximadamente, 15 anos.
Morreu em 1850 e seu corpo foi sepultado no cemitério de Père Lachaise, na cidade de Paris. Sua obras são reconhecidas e lidas até os dias de hoje.
Outras obras de Balzac:
- Eugênia Grandet (1833)
- O Pai Goriot (1835)
- Lírio no vale (1835)
- A procura do absoluto
- Ilusões perdidas (1837)
Resumo de biografia de diversos escritores nacionais e estrangeiros.Saiba um pouco mais de seu autor preferido.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
José de Alencar
Biografia, estilo e obras
O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Aos 26 anos publicou sua primeira obra: “Cinco Minutos”.
Podemos considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, psicológico, regional e histórico.
Este autor brasileiro utilizou como tema o índio e o sertão do Brasil e, ao contrário de outros romancistas de sua época que escreviam com se vivessem em Portugal, Alencar valorizava a língua falada no Brasil.
Escritor de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances que abordam o cotidiano. Deste estilo literário, também conhecido como romance de costumes, destacam-se os livros: Diva, Lucíola e A Viuvinha. Foram também de sua autoria os romances regionalistas: O Sertanejo, O Tronco do Ipê, O Gaúcho e Til. Dos romances históricos fazem parte: As Minas de Prata e A Guerra dos Mascates.
No romance indianista de José de Alencar, o índio é visto em três etapas diferentes: antes de ter contato com o branco, em Ubirajara; um branco convivendo no meio indígena, em Iracema e o índio no cotidiano do homem branco, em O Guarani.
É dentro do estilo indianista do escritor José de Alencar que está sua obra mais importante: Iracema. Outra obra também considerada de grande valor literário é O Guarani, pois aborda os aspectos da formação nacional brasileira.
Apesar de ser mais conhecido por suas obras literárias, o escritor brasileiro José de Alencar fez também algumas peças de teatro: Nas Asas de um Anjo, Mãe, O Demônio Familiar.
Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.
O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Aos 26 anos publicou sua primeira obra: “Cinco Minutos”.
Podemos considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, psicológico, regional e histórico.
Este autor brasileiro utilizou como tema o índio e o sertão do Brasil e, ao contrário de outros romancistas de sua época que escreviam com se vivessem em Portugal, Alencar valorizava a língua falada no Brasil.
Escritor de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances que abordam o cotidiano. Deste estilo literário, também conhecido como romance de costumes, destacam-se os livros: Diva, Lucíola e A Viuvinha. Foram também de sua autoria os romances regionalistas: O Sertanejo, O Tronco do Ipê, O Gaúcho e Til. Dos romances históricos fazem parte: As Minas de Prata e A Guerra dos Mascates.
No romance indianista de José de Alencar, o índio é visto em três etapas diferentes: antes de ter contato com o branco, em Ubirajara; um branco convivendo no meio indígena, em Iracema e o índio no cotidiano do homem branco, em O Guarani.
É dentro do estilo indianista do escritor José de Alencar que está sua obra mais importante: Iracema. Outra obra também considerada de grande valor literário é O Guarani, pois aborda os aspectos da formação nacional brasileira.
Apesar de ser mais conhecido por suas obras literárias, o escritor brasileiro José de Alencar fez também algumas peças de teatro: Nas Asas de um Anjo, Mãe, O Demônio Familiar.
Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Rachel de Queiróz
Rachel de Queiróz (1910-2003) foi uma professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga.
Nasceu, em Fortaleza, Capital do Ceará, em 17 de novembro de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 2003.
Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de "O Guarani" e "Iracema", José de Alencar, e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas no Quixadá e Beberibe.
Foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Eleita para a Cadeira de no 5, em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Cândido Mota Filho, foi recebida em 4 de novembro de 1977 pelo acadêmico Adonias Filho. Integra o quadro de Sócios Efetivos da Academia Cearense de Letras (ACL), é Sócia Honorária da Academia Sobralense de Estudos e Letras e da Academia de Municipalista de Letras do Estado do Ceará (ALMECE) e Cadeira 15 da Academia Camocinense de Letras - Camocim-Ceará.
Em 1917, Foi para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O quinze, seu livro de estréia. No Rio, a família Queiroz pouco se demorou, viajando logo a seguir para Belém do Pará, onde residiu por dois anos. Regressando a Fortaleza, Rachel de Queiroz matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade, segundo ela mesma, seu único estudo regular. Estreou no jornalismo em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queluz, publicando uma carta ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes", promovido por aquela publicação, no jornal "O Ceará", de que se tornou afinal redatora efetiva. Ali publicou poemas à maneira modernista, cujos ecos do sul, da Semana de Arte Moderna de 1922, chegavam a Fortaleza.
Três anos depois, ironicamente, quando exercia as funções de professora substituta de História no colégio onde havia se formado, Rachel foi eleita a "Rainha dos Estudantes". Com a presença do Governador do Estado, a festa da coroação tinha andamento quando chega a notícia do assassinato de João Pessoa. Joga a coroa no chão e deixa às pressas o local, com uma única explicação "Sou repórter". Em fins de 1930, publicou o romance "O Quinze", que teve inesperada e funda repercussão no Rio e em São Paulo, antes, publicou o folhetim "História de um nome" - sobre as várias encarnações de uma tal Rachel - e organizou a página de literatura do jornal "O Ceará". Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, através do "O Quinze", agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. O livro, editado às expensas da autora, apareceu em modesta edição de mil exemplares, recebendo crítica de Augusto Frederico Schmidt, Graça Aranha, Agripino Grieco e Gastão Cruls.
A consagração veio com o Prêmio da Fundação Graça Aranha, que lhe foi concedido em 1931, ano de sua primeira distribuição oficial. Em 1932, publicou um novo romance, intitulado João Miguel; em 1937, retornou com Caminho de pedras. Dois anos depois, conquistou o prêmio da Sociedade Felipe d' Oliveira, com o romance As três Marias. No Rio, onde reside desde 1939, colaborou no Diário de Notícias, em O Cruzeiro e em O Jornal. Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição dos seguintes livros: A donzela e a moura torta; 100 Crônicas escolhidas; O brasileiro perplexo e O caçador de tatu. Em 1950, publicou em folhetins, na revista O Cruzeiro, o romance O galo de ouro. Tem duas peças de teatro, Lampião, escrita em 1953, e A Beata Maria do Egito, de 1958, laureada com o prêmio de teatro do Instituto Nacional do Livro, além de O Padrezinho Santo, peça que escreveu para a televisão, ainda inédita em livro. No campo da literatura infantil, escreveu o livro O menino mágico, a pedido de Lúcia Benedetti. O livro surgiu, entretanto, das histórias que inventava para os netos.
Dentre as suas atividades, destaca-se também a de tradutora, com cerca de quarenta volumes já vertidos para o português. O presidente da República, Jânio Quadros, a convida para ocupar o cargo de ministra da Educação, que é recusado. Na época, justificando sua decisão, teria dito: "Sou apenas jornalista e gostaria de continuar sendo apenas jornalista." Foi membro do Conselho Federal de Cultura, desde a sua fundação, em 1967, até sua extinção, em 1989. É membro do Conselho Estadual de Cultura do Ceará. Participou da 21a Sessão da Assembléia Geral da ONU, em 1966, onde serviu como delegada do Brasil, trabalhando especialmente na Comissão dos Direitos do Homem.
Em 1985, foi inaugurada em Ramat-Gau, Tel Aviv (Israel), a creche "Casa de Rachel de Queiroz", sendo Rachel de Queiroz, o único escritor brasileiro a contar com essa honraria naquele País. Colabora semanalmente no Jornal O Povo, de Fortaleza e desde 1988, iniciou colaboração semanal no jornal O Estado de S. Paulo e no Diário de Pernambuco.
Prêmios outorgados (os principais): 1. Prêmio Fundação Graça Aranha para O quinze, 1930; 2. Prêmio Sociedade Felipe d' Oliveira para As Três Marias, 1939; 3. Prêmio Saci, de O Estado de São Paulo, para Lampião, 1954; 4. Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de obra, 1957; 5. Prêmio Teatro, do Instituto Nacional do Livro, e Prêmio Roberto Gomes, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, para A beata Maria do Egito, 1959; 6. Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (São Paulo), para O menino mágico, 1969; 7. Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; 8. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981; 9. Medalha Marechal Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar, em 1983; 9. Medalha Rio Branco, do Itamarati, 1985; Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador, 1986; 10. Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais, 1989; 11. Prêmio Camões, o maior da Língua Portuguesa, 1993, sendo a primeira mulher a recebê-lo; 12. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, 1993; 13. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Vale do Acaraú, de Sobral, em 1995; 14. Prêmio Moinho Santista de Literatura, 1996, dentre outros inúmeros prêmios e títulos. 15. Título Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2000. 16. Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, 2001. 17. Troféu Cidade de Camocim em 20/07/2001 - Academia Camocinense de Letras e Prefeitura Municipal de Camocim.
Obras Principais: 1. O Quinze, romance (1930); 2. João Miguel, romance (1932); 3. Caminho de pedras, romance (1937); 4. As três Marias, romance (1939); 5. A donzela e a moura torta, crônicas (1948); 6. O galo de ouro, romance (folhetins na revista O Cruzeiro, 1950); 7. Lampião, teatro (1953); 8. A beata Maria do Egito, teatro (1958); 9. 100 Crônicas escolhidas (1958); 10. O brasileiro perplexo, crônicas (1964); 11. O caçador de tatu, crônicas (1967); 12. O menino mágico, infanto-juvenil (1969); 13. As menininhas e outras crônicas (1976); 14. O jogador de sinuca e mais historinhas (1980); 15. Cafute e Pena-de-Prata, infanto-juvenil (1986); 16. Memorial de Maria Moura, romance (1992); 17. Nosso Ceará (1997); 18. Tantos Anos (1998). Os dois últimos em parceria com sua irmã Maria Luiza de Queiroz Salek; 19. O Não Me Deixes - Sua História e sua cozinha. Obras reunidas de ficção: 1. Três romances (1948); 2. Quatro romances (1960). 1. Seleta, seleção de Paulo Rónai; notas e estudos de Renato Cordeiro Gomes (1973).
Sua obra foi objeto de inúmeros estudos e teses. Morando no Rio de Janeiro, mantém apartamento em Fortaleza e a Fazenda Não Me Deixes, em Quixadá, sua grande paixão. Seu apartamento no Rio foi equipado com móveis levados do Ceará. Nota: Os dados de Rachel de Queiroz foram obtidos em livros de e sobre a autora, sites da Internet, jornais e revistas de circulação nacional. José Luis Lira Academia Municipalista de Letras do Ceará, Academia Fortalezense de Letras e Academia Camocinense de Letras.
Última atualização do biografia de Rachel de Queiróz: 26/10/2011.
Nasceu, em Fortaleza, Capital do Ceará, em 17 de novembro de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 2003.
Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de "O Guarani" e "Iracema", José de Alencar, e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas no Quixadá e Beberibe.
Foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Eleita para a Cadeira de no 5, em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Cândido Mota Filho, foi recebida em 4 de novembro de 1977 pelo acadêmico Adonias Filho. Integra o quadro de Sócios Efetivos da Academia Cearense de Letras (ACL), é Sócia Honorária da Academia Sobralense de Estudos e Letras e da Academia de Municipalista de Letras do Estado do Ceará (ALMECE) e Cadeira 15 da Academia Camocinense de Letras - Camocim-Ceará.
Em 1917, Foi para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O quinze, seu livro de estréia. No Rio, a família Queiroz pouco se demorou, viajando logo a seguir para Belém do Pará, onde residiu por dois anos. Regressando a Fortaleza, Rachel de Queiroz matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade, segundo ela mesma, seu único estudo regular. Estreou no jornalismo em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queluz, publicando uma carta ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes", promovido por aquela publicação, no jornal "O Ceará", de que se tornou afinal redatora efetiva. Ali publicou poemas à maneira modernista, cujos ecos do sul, da Semana de Arte Moderna de 1922, chegavam a Fortaleza.
Três anos depois, ironicamente, quando exercia as funções de professora substituta de História no colégio onde havia se formado, Rachel foi eleita a "Rainha dos Estudantes". Com a presença do Governador do Estado, a festa da coroação tinha andamento quando chega a notícia do assassinato de João Pessoa. Joga a coroa no chão e deixa às pressas o local, com uma única explicação "Sou repórter". Em fins de 1930, publicou o romance "O Quinze", que teve inesperada e funda repercussão no Rio e em São Paulo, antes, publicou o folhetim "História de um nome" - sobre as várias encarnações de uma tal Rachel - e organizou a página de literatura do jornal "O Ceará". Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, através do "O Quinze", agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. O livro, editado às expensas da autora, apareceu em modesta edição de mil exemplares, recebendo crítica de Augusto Frederico Schmidt, Graça Aranha, Agripino Grieco e Gastão Cruls.
A consagração veio com o Prêmio da Fundação Graça Aranha, que lhe foi concedido em 1931, ano de sua primeira distribuição oficial. Em 1932, publicou um novo romance, intitulado João Miguel; em 1937, retornou com Caminho de pedras. Dois anos depois, conquistou o prêmio da Sociedade Felipe d' Oliveira, com o romance As três Marias. No Rio, onde reside desde 1939, colaborou no Diário de Notícias, em O Cruzeiro e em O Jornal. Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição dos seguintes livros: A donzela e a moura torta; 100 Crônicas escolhidas; O brasileiro perplexo e O caçador de tatu. Em 1950, publicou em folhetins, na revista O Cruzeiro, o romance O galo de ouro. Tem duas peças de teatro, Lampião, escrita em 1953, e A Beata Maria do Egito, de 1958, laureada com o prêmio de teatro do Instituto Nacional do Livro, além de O Padrezinho Santo, peça que escreveu para a televisão, ainda inédita em livro. No campo da literatura infantil, escreveu o livro O menino mágico, a pedido de Lúcia Benedetti. O livro surgiu, entretanto, das histórias que inventava para os netos.
Dentre as suas atividades, destaca-se também a de tradutora, com cerca de quarenta volumes já vertidos para o português. O presidente da República, Jânio Quadros, a convida para ocupar o cargo de ministra da Educação, que é recusado. Na época, justificando sua decisão, teria dito: "Sou apenas jornalista e gostaria de continuar sendo apenas jornalista." Foi membro do Conselho Federal de Cultura, desde a sua fundação, em 1967, até sua extinção, em 1989. É membro do Conselho Estadual de Cultura do Ceará. Participou da 21a Sessão da Assembléia Geral da ONU, em 1966, onde serviu como delegada do Brasil, trabalhando especialmente na Comissão dos Direitos do Homem.
Em 1985, foi inaugurada em Ramat-Gau, Tel Aviv (Israel), a creche "Casa de Rachel de Queiroz", sendo Rachel de Queiroz, o único escritor brasileiro a contar com essa honraria naquele País. Colabora semanalmente no Jornal O Povo, de Fortaleza e desde 1988, iniciou colaboração semanal no jornal O Estado de S. Paulo e no Diário de Pernambuco.
Prêmios outorgados (os principais): 1. Prêmio Fundação Graça Aranha para O quinze, 1930; 2. Prêmio Sociedade Felipe d' Oliveira para As Três Marias, 1939; 3. Prêmio Saci, de O Estado de São Paulo, para Lampião, 1954; 4. Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de obra, 1957; 5. Prêmio Teatro, do Instituto Nacional do Livro, e Prêmio Roberto Gomes, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, para A beata Maria do Egito, 1959; 6. Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (São Paulo), para O menino mágico, 1969; 7. Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; 8. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981; 9. Medalha Marechal Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar, em 1983; 9. Medalha Rio Branco, do Itamarati, 1985; Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador, 1986; 10. Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais, 1989; 11. Prêmio Camões, o maior da Língua Portuguesa, 1993, sendo a primeira mulher a recebê-lo; 12. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, 1993; 13. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Vale do Acaraú, de Sobral, em 1995; 14. Prêmio Moinho Santista de Literatura, 1996, dentre outros inúmeros prêmios e títulos. 15. Título Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2000. 16. Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, 2001. 17. Troféu Cidade de Camocim em 20/07/2001 - Academia Camocinense de Letras e Prefeitura Municipal de Camocim.
Obras Principais: 1. O Quinze, romance (1930); 2. João Miguel, romance (1932); 3. Caminho de pedras, romance (1937); 4. As três Marias, romance (1939); 5. A donzela e a moura torta, crônicas (1948); 6. O galo de ouro, romance (folhetins na revista O Cruzeiro, 1950); 7. Lampião, teatro (1953); 8. A beata Maria do Egito, teatro (1958); 9. 100 Crônicas escolhidas (1958); 10. O brasileiro perplexo, crônicas (1964); 11. O caçador de tatu, crônicas (1967); 12. O menino mágico, infanto-juvenil (1969); 13. As menininhas e outras crônicas (1976); 14. O jogador de sinuca e mais historinhas (1980); 15. Cafute e Pena-de-Prata, infanto-juvenil (1986); 16. Memorial de Maria Moura, romance (1992); 17. Nosso Ceará (1997); 18. Tantos Anos (1998). Os dois últimos em parceria com sua irmã Maria Luiza de Queiroz Salek; 19. O Não Me Deixes - Sua História e sua cozinha. Obras reunidas de ficção: 1. Três romances (1948); 2. Quatro romances (1960). 1. Seleta, seleção de Paulo Rónai; notas e estudos de Renato Cordeiro Gomes (1973).
Sua obra foi objeto de inúmeros estudos e teses. Morando no Rio de Janeiro, mantém apartamento em Fortaleza e a Fazenda Não Me Deixes, em Quixadá, sua grande paixão. Seu apartamento no Rio foi equipado com móveis levados do Ceará. Nota: Os dados de Rachel de Queiroz foram obtidos em livros de e sobre a autora, sites da Internet, jornais e revistas de circulação nacional. José Luis Lira Academia Municipalista de Letras do Ceará, Academia Fortalezense de Letras e Academia Camocinense de Letras.
Última atualização do biografia de Rachel de Queiróz: 26/10/2011.
Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral (1886 - 1973) foi uma pintora brasileira. Tarsila foi uma das inspiradoras da Semana de Arte Moderna de 1922. Seu quadro intitulado Abaporu, inspirou o movimento Antropofágico.
Nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em razão da imensa fortuna que acumulou abrindo fazendas no interior de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência. Estuda em São Paulo no Colégio Sion e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos.
Casa-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce. Separa-se dele e começa a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Posteriormente estuda desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920 embarca para a Europa objetivando ingressar na Académie Julian em Paris. Frequenta também o ateliê de Émile Renard. Em 1922 tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia.
Nessa época começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos. Volta à Europa em 1923 e tem contato com os modernistas que lá se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suiço que visita o Brasil em 1924. Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros.
Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.
Separa-se de Oswald em 1930. Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados. Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza.
Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.
Outras informações biográficas sobre Tarsila do Amaral:
Data do Nascimento: 01/09/1886.
Data da Morte: 17/01/1973
Nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em razão da imensa fortuna que acumulou abrindo fazendas no interior de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência. Estuda em São Paulo no Colégio Sion e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos.
Casa-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce. Separa-se dele e começa a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Posteriormente estuda desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920 embarca para a Europa objetivando ingressar na Académie Julian em Paris. Frequenta também o ateliê de Émile Renard. Em 1922 tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia.
Nessa época começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos. Volta à Europa em 1923 e tem contato com os modernistas que lá se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suiço que visita o Brasil em 1924. Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros.
Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.
Separa-se de Oswald em 1930. Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados. Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza.
Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.
Outras informações biográficas sobre Tarsila do Amaral:
Data do Nascimento: 01/09/1886.
Data da Morte: 17/01/1973
Ernest Hemingway
Ernest Hemingway (1899-1961) foi um escritor norte-americano.
Um dos principais representantes do ciclo literário norte-americano iniciado nos anos 20, o da “geração perdida”. Famoso pelo estilo de vida aventureiro, sua biografia e obra têm como cenários touradas na Espanha, caça submarina em Cuba e safáris na África. Hemingway é fascinado pelo perigo e pela vida selvagem.
Jornalista na juventude, leva para a literatura o estilo sintético do jornalismo. Nota-se essa concisão principalmente em obras que refletem sua experiência pessoal, como voluntário na 1ª Guerra (1914-1918) e na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), ou como correspondente e soldado irregular na 2ª Guerra Mundial (1939-1945).
Casado várias vezes, mora muitos anos em Cuba, tornando-se amigo de Fidel Castro . Em 1954, ganha o Prêmio Nobel de Literatura. Suas obras mais conhecidas são O Sol Também se Levanta (1926), Adeus às Armas (1929), As Verdes Montanhas da África (1935), Por Quem os Sinos Dobram (1940), O Velho e o Mar (1952). Vários de seus contos e romances são levados ao cinema. Suicida-se com um tiro.
Última atualização do biografia de Ernest Hemingway: 26/10/2011.
Um dos principais representantes do ciclo literário norte-americano iniciado nos anos 20, o da “geração perdida”. Famoso pelo estilo de vida aventureiro, sua biografia e obra têm como cenários touradas na Espanha, caça submarina em Cuba e safáris na África. Hemingway é fascinado pelo perigo e pela vida selvagem.
Jornalista na juventude, leva para a literatura o estilo sintético do jornalismo. Nota-se essa concisão principalmente em obras que refletem sua experiência pessoal, como voluntário na 1ª Guerra (1914-1918) e na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), ou como correspondente e soldado irregular na 2ª Guerra Mundial (1939-1945).
Casado várias vezes, mora muitos anos em Cuba, tornando-se amigo de Fidel Castro . Em 1954, ganha o Prêmio Nobel de Literatura. Suas obras mais conhecidas são O Sol Também se Levanta (1926), Adeus às Armas (1929), As Verdes Montanhas da África (1935), Por Quem os Sinos Dobram (1940), O Velho e o Mar (1952). Vários de seus contos e romances são levados ao cinema. Suicida-se com um tiro.
Última atualização do biografia de Ernest Hemingway: 26/10/2011.
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